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# W32-Novas reflexões sobre o negócio para comerciantes

Os gestores de produto terminaram recentemente as visitas de pesquisa do segundo semestre aos comerciantes. Ler alguns registros e conversar com eles me trouxe novas compreensões do negócio.

**Empresas grandes e pequenas são diferentes e precisam ser tratadas separadamente.**

**As grandes querem eficiência administrativa, padronização e gestão de processos.** Alguns exemplos das visitas: comerciantes com várias lojas preferem retirar os valores a liquidar da Meituan e centralizar em uma conta os fluxos de diferentes canais. Por isso, têm maior demanda por saque. A gestão é mais detalhada, e quem opera o aplicativo costuma estar em finanças ou operações. Finanças se interessa pela conciliação; operações, por marketing e tráfego de clientes. Essas pessoas podem não ser donas do restaurante, então serviços de remuneração do saldo, como Shengyibao, despertam pouco interesse.

**A maior necessidade dos pequenos é conquistar clientes; depois, gerir seu patrimônio.** Também precisam de capital e processos, mas menos intensamente que os grandes. Vemos muitos comprando pequenos volumes de Tuiguangtong, embora a qualidade da gestão varie. Com poucas lojas, conseguem prestar mais atenção ao rendimento dos valores de liquidação. O feedback mostra, porém, que a maioria confunde Shengyidai e Shengyibao. Há aí um ponto de entrada valioso.

Grandes e pequenos têm necessidades de financiamento em graus diferentes; nos pequenos, elas são mais dispersas. Capital de giro, somado aos efeitos da pandemia, torna o financiamento uma necessidade real, principalmente para comerciantes de serviços locais com receitas fortemente sazonais. O Shengyidai tem enorme potencial. Como produto central dos serviços financeiros, deveria ser a ferramenta de geração de lucro, enquanto outros produtos se concentrariam mais em operar e atrair tráfego. É como links patrocinados para o Baidu ou jogos para a Tencent. Mas o feedback expõe fraquezas graves: não conseguir crédito, receber pouco e não ter um limite ajustado dinamicamente aos dados básicos e ao tamanho da operação. Visto de fora, o modelo de crédito ainda parece baseado apenas em informações pessoais, um pouco “tradicional”. Isso tem relação com nossa fase de desenvolvimento e é apenas um retrato atual. Quero acrescentar algumas ideias sobre a evolução do Shengyidai.

Li há algum tempo *Negócios inteligentes*, do professor Zeng Ming. Seu método para avaliar o futuro dos negócios se aplica bem ao modelo do Shengyidai. Nosso referencial é o microcrédito da Ant, que compartilha muitos dados dos potenciais clientes, além das informações básicas da operação, incluindo comportamento. São “dados vivos”, dinâmicos: quais produtos os vendedores do Taobao vendem, como vão as vendas, quanto se dedicam à loja — velocidade de resposta no Wangwang e horas de operação por dia — e se já houve desonestidade. Uma atividade tão antiga e complexa como crédito foi abstraída e condensada em uma simples caixa de entrada de uma interface. Temos 7 milhões de comerciantes, dezenas de milhões de pedidos diários e enormes volumes de dados de compradores e vendedores. Isso cria grande pressão de dados, mas ainda não se converteu em impulso equivalente em produtos financeiros como Shengyidai. A inteligência ainda está começando. **Integrar dados, algoritmos e produto deve ser uma direção importante de sua evolução.**
