> For the complete documentation index, see [llms.txt](https://weekly-essay.mikey.wang/llms.txt). Markdown versions of documentation pages are available by appending `.md` to page URLs; this page is available as [Markdown](https://weekly-essay.mikey.wang/pt-br/2022/w51-looking-at-the-evolution-of-terminal-convergence-through-d2.md).

# W51-A convergência das plataformas de cliente vista pela D2

Na semana passada, li e assisti a trechos da D2. Depois de uma semana digerindo, quero compartilhar uma visão inicial.

O tema foi “Convergir para transformar o futuro”. Pela primeira vez em dezessete anos, a D2 passou de conferência de frontend a conferência de tecnologias de cliente. Há um significado histórico nisso.

Sem palestra central, o evento vai direto a dois dias de sessões especializadas. Só pelo programa, parece uma versão ao vivo do nosso boletim de frontend móvel, sem grande novidade. Vou tentar interpretar a mudança de tema.

**A convergência é entre plataformas de cliente.** Por volta de 2017, o setor popularizou uma primeira união, o “frontend ampliado”, que continua até hoje. Ela aconteceu na organização, sem integrar profundamente modelos de competência e carreiras. Profissionais Web e Native continuaram separados, e uma demanda podia exigir três equipes. Em 2022, a proposta avança, fundindo o frontend ampliado em desenvolvimento de cliente. A organizadora deu um passo grande: unificou os Job Codes de Web e Native. Isso aproxima modelos de competências e promoção e exige múltiplas capacidades no mesmo papel. Considero uma transformação: no médio e longo prazo, muda engenheiros e organização.

**A mudança técnica.** O caminho híbrido é longo e difícil, mas experiências internas e externas mostram uma direção promissora e, em certas condições históricas, inevitável. A direção parece certa; a rota técnica, não. Vencerá aprimoramento gradual ou substituição de geração? Há muitas tecnologias multiplataforma, sem referência absoluta de profundidade e maturidade. Sem um padrão baseado em fatos, ainda estamos explorando e subindo. A implementação tende a descer na pilha: da camada do aplicativo ao contêiner sobre WebView, depois a frameworks de renderização própria como Flutter e agora a mecanismos JS como QKing, apresentado na D2. A passagem interna de Titans a Neo e Recce também confirma isso.

**A mudança nas pessoas.** Primeiro, barreiras menores e fluxos integrados reduzem a colaboração necessária. Podemos melhorar a coordenação tornando-a eficiente ou diminuindo o número de partes que precisam coordenar. A convergência escolhe o segundo caminho. Com infraestrutura e frameworks, uma demanda antes feita por várias plataformas pode ser entregue integralmente por uma pessoa. Segundo, os fundamentos precisam ser mais amplos e profundos. A convergência final não é apostar em uma pilha. Devemos formar capacidades mais completas de programação, engenharia e arquitetura.

**Por que mudar agora?** Primeiro, o ambiente de sobrevivência mudou. A empresa pode ser a mesma, mas a internet não é. Há cinco anos, você escolheria uma empresa que considerasse atraso chegar depois das dez? Hoje isso parece pouco. Segundo, as expectativas do mercado mudaram. Internet imersiva, XR da Apple, metaverso: muito parece vago e irreal. Podemos duvidar de cada aposta, mas, quando o mundo inteiro quer uma nova plataforma, essa força é difícil de conter. Quem entender custo e eficiência do desenvolvimento de cliente antes de ela ganhar escala sairá na frente.
